Heavenletter #5328 - A Vida que Você Leva é Sua Reação À Vida
Às vezes você sente que uma mudança na sua vida, uma relação encurtada pela morte ou pela vida – como perder seu emprego, ou ficar doente e assim por diante, é equivalente ao fim do mundo. Você leva isto a sério. A morte não é o fim do mundo. Um tornado não é o fim do mundo. Nada é o fim do mundo. Uma fase na vida mudou. Uma fase na vida sempre muda. Isto sim É o mundo.
Você tem uma base sólida, e ainda assim você pode balançar por todo o lugar. Você se sente andando em uma montanha russa, enquanto você realmente está andando em uma escada rolante.
Tudo na vida está se movendo para a frente, aquilo que você recebe e aquilo que não recebe. A vida e seus pontos fracos não devem ser tomados tão pessoalmente. Você tem que ficar desalentado porque a vida toma um ou outro curso? Isto é típico à vida no mundo.
Vocês sabem, queridos, vocês não são cowboys, e a vida não deve ser um cavalo que você tem que domar. A vida é mais como um cavalo que você anda por prazer. A vida não é sempre previsível. Surpreenda-se e deslize sobre aquilo que vê como obstáculo.
A vida deve ser inconstante. A vida nem sempre é um cavaleiro em uma armadura brilhante. A vida pode ser um cavalo selvagem. Tudo bem se você cair do cavalo de vez em quando. E o que deve fazer quando isso acontecer? Bom, levante-se e suba no cavalo novamente, claro. E continue a cavalgar, e cavalgar, e cavalgar.
Se o terreno for difícil, e você tiver que caminhar descalço, então caminhe descalço.
E se tiver que sentar para descansar, sente e descanse.
A vida não é para ser cintilante o tempo todo. A vida depende de sua reação a ela. A vida que você leva é sua reação à vida. Você não tem que cantar “Temporal”. Você pode muito bem cantar uma música chamada “Dia ensolarado”.
Se estiver muito quente para cavalgar ao meio-dia no campo, então cavalgue à meia-noite no campo.
Você não tem todas as escolhas, mas ainda tem escolhas.
Quando pessoas amadas falecerem, você tem o direito de sentir falta delas, e você também pode lembrar a si mesmo que corações parecem quebrar, e se recuperam, e seu coração não irá mais sangrar.
A vida, como você deve conhecê-la, lhe abandonou, e ainda assim você não está abandonado. O que mudou? Mudou onde você está. Você não vai mais aos lugares que costumava ir. Você não passeia com seu amado mais, e ainda assim você é você, você ainda tem sua vida. Quando você se apega a ser desprovido, como se ser desprovido fosse sua declaração de amor e a profundeza de sua lealdade, você se apega a ser desprovido pelo tempo que puder.
Talvez seja você que seja injusto consigo mesmo. Talvez você tenha se sentenciado ao desespero. Talvez seja seu protesto que habilite seu sofrimento. Talvez você seja o responsável enquanto a vida simplesmente segue seu curso. Talvez você tenha se sentenciado à servidão e se condecorado mártir. Um crime não foi perpetuado sobre você. Você o perpetua sobre si mesmo, e pode continuar a perpetuar o crime que condena. É você quem não se permite uma folga. É você que não se dá o direito da liberdade de aproveitar e absorver os bons tempos.
Não pense que Eu alivio sua dor. Simplesmente, a dor não é para ser mantida. É pra deixá-la ir. Você não pode trazer seu amado de volta para segurar sua mão, ou voltar ao antigo emprego, ou seja lá o que você estiver lamentando, mas você pode trazer a si mesmo de volta à vida em seu próprio reconhecimento. Praticamente, você tem que.

