Heavenletter #4126 Um Fantasma do Passado
Deus disse:
Liberta-te do erro do passado. Liberta-te daquilo que vês como erro e deixa que termine e que acabe. Se cometeste um erro, não o agraves com a culpa. Liberta-te da culpa. A culpa não é boa para ti. A culpa é um selo que colocas em ti próprio. Com um ferro quente, tu marcas-te culpado vezes e vezes sem conta. Quando não tens algo de novo para te sentires culpado, encontras algo de um antigo reservatório para te afligires. Aquele a quem tens que perdoar és tu. O melhor está ainda para vir. A culpa é uma auto chicotada que impede o bom de vir.
Culpa é auto-recriminação.
Culpa é um fantasma do passado.
Liberta-te da culpa como retirarias o teu dedo de um fogão a ferver.
Desvincula-te da culpa. É como se te tivesses amarrado com uma corda de culpa. Culpa não é expiação. Livrares-te da culpa é expiação.
Considera expiação como sintonização e sintoniza-te Comigo. Que boa é a culpa para ti exceto para te fazer sentir mal?
A culpa é um parasita. Manda-a para o seu caminho. Deixa que a culpa suba no mundo e se transforme em apreciação. Aprecia-te a ti próprio. Tu resististe muito e tu ultrapassaste. Dá-te a ti próprio uma medalha. Diz a ti próprio, “Bom trabalho.”
Escolheste um pensamento ou dois cheio de culpa quando podias estar a selecionar cem bençãos que deste mesmo a um ser humano e, por conseguinte, ao mundo. O que dás a um, tu dás a todos. Tu estás destinado a ser aquele que dás. Dá alguma misericórdia a ti próprio.
Farias de Mim culpado? Do que Me farias culpado? Porque te fazes culpado do que quer que seja que te fazes culpado? Não mais sejas culpado de seres um ser humano e esses seres humanos, tal como visto no mundo, são imperfeitos. Considera-te então a ti próprio imperfeição perfeita e segue em frente no mundo.
Se tens que carregar uma mochila do passado contigo, carrega então uma mochila de coragem. Poderíamos chamar à coragem o oposto de culpa. Poderíamos chamar de seguir em frente o oposto de culpa. O que se pede é pores-te de pé e sair da sombra da culpa. Melhor que testemunhares a inocência.
A culpa é culpada de crime. Negares-te a ti próprio é crime e agora não mais te irás condenar. Irás suspender todas as sentenças que tens denunciado contra ti próprio. Irás tornar-te o teu amigo agora e apertar a mão a ti próprio. Pior que as tuas ofensas, quaisquer que elas sejam é a tua acusação de ti mesmo. Relembra-te a ti mesmo que és a Minha criança e que tens que tratar bem a Minha criança.
Não te irás perdoar a ti próprio por pisar num buraco e cair? O que pensas que tens que te perdoar?
A culpa não é melhor que a raiva. Culpa é raiva. Culpa é raiva desviada. Substituíste culpa por raiva, pois o que é culpa senão raiva submergida? Tu não és um herói por estares com raiva de ti próprio mais do que és um herói por estares com raiva de alguém ou de algo.
Melhor pensar de ti próprio como um herói por deixar o passado ser o passado. Melhor deixar o passado ser passado. Se causaste ofensa a alguém, apaga-a. Não a mantenhas como uma seta no teu aljava.
Do que mais és culpado é de ser imprudente. Não mais sejas imprudente. Não mais te ofendas nem por mais uma vez. Remove a lasca do teu próprio olho e exoneras todos.
Culpa é um veneno e a culpa não é adequada a ti. A culpa não é adequada a ninguém. Dispensa a culpa. Dispensa-te dela agora. Levanta-te como uma nova pessoa que deixou o passado para trás onde ele pertence.

