Heavenletter #5355 Na Selva
Deus disse:
As Minhas crianças choram para Mim o quão infelizes elas estão. Tu, tu próprio, de facto, poderás dizer:
“Querido Deus, tantas vezes elevas a minha esperança. Eu oiço em relação a níveis de consciência, porém não interessa em que nível Eu pareça estar, Eu regresso sempre ao desespero. As promessas que pareces fazer, desculpa-me por dizer, nem sempre se realizam. Não importa em que nível de consciência Eu pareça estar – e Eu cresci, definitivamente, Eu cresci – Eu estou desencantado uma vez mais. Eu estou só. A solidão persegue-me pelos dias que se tornam na minha vida. Deus, Tu abandonas-me? Abandonaste-me?”
Querida Criança, uma parte de ti sabe que não. Podes não saber para onde te voltares, porém tu inevitavelmente voltas-te para Mim. Tu sabes o suficiente para saberes que Eu seguro as Chaves do Reino. Existe uma Chave e é Amor e Eu ofereço-o a ti. Aceitas recebê-lo?
Agora, deixa-Me dizer carinhosamente o que Eu vou dizer.
Ouve-te a ti próprio, amado. Tu estás descontente. Tu estás descontente Comigo. Eu não estou descontente contigo. Eu não te encontro em falta. Tu encontras-Me em falta. Tu encontras-te a ti próprio em falta. A solidão é excessiva na Terra. Estás a dizer que Eu criei a tua solidão?
Eu não te abandonei. Tens talvez mantido-Me à distância? Estão os teus braços cruzados sobre o teu peito e tu esperas por Mim para suportar as Minhas coisas em prova do Meu amor por ti e pela humanidade. Tu, que Me acusas, manténs-te à parte de Mim. Fechado à distância, um goivo-amarelo*, por assim dizer. Convida-Me para dançar contigo. Querido, tu é que te queixas. Tu voltas as tuas culpas para Mim como se Eu fosse um departamento de queixas anunciado.
É possível que gostes de Me ver como um Deus que te falha. Serias tu ou o teu ego a pregar-te partidas? Eu estou certo de que, deixado ao teu próprio Eu sem a privação do mundo, tu conhecerias o teu próprio poder e encontrarias glória no interior. Eu não te corto de Mim. Tu poderás-te cortar a ti próprio e dizer com volubilidade:
“Hmph, Deus não é tudo o que Ele é feito para ser. Deus não me abraça. Se Deus me abraçasse, Eu não estaria tão só. Eu pergunto e Deus não responde. Deus deixa-Me sozinho aqui a chorar na selva. Não existe Outro Deus.”
Tu falas sabiamente quando dizes Não existe Outro. Não existe Outro Deus. Não existe outro completamente. Relembra-te de Livre Arbítrio e Boa Vontade. Eles são teus.
Amado, estás sentado à Minha frente, os teus braços cruzados, desafiando-Me para que Me prove a ti? Estás a ver-Me com olhos semicerrados, cheios do teu ceticismo?
Claro, estás só no isolamento. És tu que te nomeias de solitário. Talvez pudesses ir mais devagar ao te chamares de solitário. Podemos dizer que tu chamas nomes. Tu atribuis nomes a ti próprio. Não amado, desanimado, abandonado, na rua ao frio, assediado por Deus e pelos homens da mesma forma, desviados, portas fechadas a ti a noite é escura e nenhum Deus à vista.
Como Me chamas a ti, também podes-Me afastar, consegues ver? Enquanto estiveres retraído, tu vês-Me como distante. Vem a Mim agora mesmo. Passa para lá da linha da meta. Eu aceno-te a Mim. Eu estou aqui. Aqui mesmo. Eu estou aqui mesmo. Estamos sentados num baloiço num alpendre juntos.
Eu não afixo a culpa em ti. Podes pensar que sim. Podes-Nos ver como dois meninos que discutem, cada um dizendo: “A culpa é tua. Não, a culpa é tua. Tu partiste-o. Não, tu é que o partiste. És tu. Tu tens a culpa.”
É como isto. Nós temos um compromisso a cumprir. Tu esperas e esperas, e, aparentemente, no teu desespero, tu percebes que Eu falhei o Nosso compromisso. Considera que és tu que poderás não ter aparecido. Considera a possibilidade que tu olhas para toda a gente como tendo-te desiludido. Levanta-te agora, cumprimenta e aquece os solitários corações do mundo. Tem um coração para algo maior do que tu próprio. Depois diz-Me como te sentes. Abre os teus braços e coração e canta uma canção diferente.
*goivo-amarelo – é uma flor mas em inglês significa também uma pessoa que não tem ninguém para dançar com ela, ou que se sente tímido, desajeitado, ou excluído numa festa.

