Heavenletter #4166 Do Mar da Imaginação
Deus disse:
Olá! Deixa-Me apresentar-te a Mim, o Eu de ti. Tu és realmente Eu, porém disfarças-te como tu. E, maravilha das maravilhas, tu chegas a acreditar no teu disfarce. Tu tornaste-te apaixonado pelas tuas perucas acrílicas e barbas coladas, por assim dizer, e as expressões na tua cara. O que farias sem esta ilusão de ti? Como passarias o tempo? Do que fingirias se parasses de fingir?
Tu, o tu que tu pensas que és, é bem uma imagem de cartão de ti mesmo. Tu cobriste-Me com enfeites de diversos tipos. Tu escreveste um belo currículo de ti próprio, e levaste a peito cada palavra dele, não importa a luz em que te põe.
Tu pintaste-Me como estando muito longe e bom demais para ti, não é verdade? Tu formaste uma ilusão de Mim como formaste uma ilusão de ti próprio. Tu levaste-Nos ambos aos extremos.
Onde existe Unidade, não pode haver extremos. Sem extremos. Não pode haver outridade. Apenas na ilusão podemos Nós que na realidade somos Um existir aparentemente como dois, ambos um borrão como acontece, uma imagem borrada, fora de foco, uma fotografia tirada de uma configuração incorreta. A fotografia que vês não é realmente a fotografia do que tiraste. Fotografia borrada, imagem borrada. Fora de foco, mal vista, mal lida, imagem colada na imagem, colada quando lá existe, na verdade, Um, não uma imagem e nenhuma imagem posteriormente, mas, oh, sim, muito felizmente sim, a Coisa Real.
Eu sou real, e nada mais o é. Nem uma coisa da qual és familiar é verdadeira exceto para Mim que é, como acontece, a Verdade de ti, mesmo que não acredites. Tens sido ensinado a pedalar baixo sozinho.
Agora mesmo, enquanto Nós falamos, esta é uma conversa imaginária que Nós aparentemente estamos a ter. Pode ser dito que Eu falo Comigo próprio. Não existe mais ninguém com quem falar. E porém o que Eu oiço é a reverberação de Mim próprio, e Eu sou feliz. Eu sou muito feliz.
E se, por um tempo, ages como se fosses uma entidade separada de Mim, então assim parecerás ser por um tempo. Nós seremos um tipo de conspiração, uma ilusão de que todo o mundo existente parece aprovar, ou ostentar, considera importante quando tudo é uma tempestade num copo de água, uma craca numa pedra, uma criatura do mar da imaginação.
E que grande imaginação tu tens. Podes apenas temporariamente, claro, pôr-te de lado da estrada, como se fosses um auxiliar quando és total, verdadeiramente o Um de Mim, o Um de Um. Eu não posso dizer Um de Todos, porque não existe Todos.
Totalidade é Unidade. Não existe nada a não ser Unidade. Unidade sozinha é, e Unidade é tão repleta de Plenitude e Beleza, e, no teu caso, cheia de seres imaginados e acontecimentos, uma fantasia que é levada como verdade. Mesmo sendo uma história, uma louca nisso, é mantida como verdadeira mesmo quando Verdade é outra coisa a ser vista.
Claro, a Verdade não pode realmente ser contemplada. Pode apenas ser. A Verdade é. A Verdade de Ser sou Eu, e Eu sou tu,e tu és Eu, e Unidade é prosperidade, e tu és Unidade.
Claro, no mundo como é, tu não podes sair a dizer, “Eu sou Deus,” mesmo quando isto é a Realidade, entendes, não entendes?
Eu sou Um. E esta é toda a história. Esta é a Única Verdade, e tu, amado, Meu querido Ser, não existes exceto como Eu Próprio.

