Deus disse:
A tua vida é toda sobre ti. Claro, Eu disse que a vida não é toda sobre ti. Sim, a vida é sobre muito mais do que tu. Não obstante, tu és aquele que a vive a tua vida. É para tu fazeres acontecer enquanto o sol brilha. A tua vida seguramente parece acontecer a ti. Tu és o único que conduz a tua vida. Ouve essa expressão – tu conduzes a tua vida. Existe a parte em que diriges a tua vida para ser de uma maneira ou de outra.
Por exemplo, tu podes ter um dia ou parte de um dia, em que estás a rir, rir, rir. Presumivelmente estás a rir porque coisas engraçadas estão a acontecer, ou estás a ler sobre coisas engraçadas, ou lembras-te de algo que te faz rir. Tu acreditas que tem que haver uma razão de boa fé para rires e então tu a encontras.
Claro, algo fora pode acionar o teu riso. Todo o tempo, o riso sai do teu interior. O riso borbulha do teu interior. Então algo no exterior dá ao teu riso um puxão e então encontras uma razão para rir. Concordas, que qualquer alibi que tenhas para a causa do teu riso, a estimulação vem do fundo do teu interior? Algo ou outro estimula o teu riso. Tens estado à espera disso.
É o mesmo com a estimulação das lágrimas e tristeza. Toda a tristeza reside no teu interior. Primeiro a tristeza. Depois a atribuis a algo. Talvez sintas falta de alguém que não pode aparecer nesta vida de novo, ou almejas pela tua juventude, ou porque tomaste uma certa curva na vida numa certa junção, agora estás a imaginar se tivesses tomado uma curva diferente e não a que tomaste – e se tivesses feito algo em vez de outra coisa, como seria a tua vida agora?
Em qualquer caso, vês a fugacidade da vida que é como pó fino nas tuas mãos e depois some-se. Não te podes manter como foste em tempos. Não importa quem és, não importa o que tentas, a doçura ou o sofrimento do passado não vão aparecer de novo à tua frente.
Nalgum sentido, a doçura e o sofrimento são o mesmo. Eles tocam-te. Memórias deles tocam-te. Podias manter-te sobre a tua cabeça, e, ainda, o passado nunca voltaria, embora regresse na tua mente muitas vezes sem sucesso.
Tu sabes, alguns cavalos têm palas postas para que eles não olhem para os lados, não podem ser desviados, podem apenas seguir em frente. As Minhas crianças não têm tais palas. Inversamente, as Minhas crianças têm pensamentos do passado que servem como palas para o que está à frente delas.
É como quando esperas por um autocarro e o autocarro chega, és tu que entras no autocarro. Mesmo quando apanhas o autocarro no último instante, és tu que corres para o autocarro. Tu esperas pelo autocarro chamado de Riso hoje, e outro dia tu esperas pelo autocarro chamado Tristeza. Sempre, o autocarro que tu esperas chega. É assim que é, concordas?
Claro, alguns autocarros surpreendem-te. Tu não os esperavas, porém eles chegam. Estes autocarros podem ter nomes como Morte, Acidente, Problema e tu entras no autocarro à força toda. Podias antecipar autocarros chamados de Alegria, Contentamento, Beleza qualquer que seja o teu prazer. Existem muitos autocarros no mundo. Entra nos autocarros que queres com ambos os pés e deixa os que não queres pararem se assim o decidirem, porém tu não tens que entrar e sentar-te. Podes ver autocarros passarem por ti, ou tu entras sem te sentares neles, ou, se entrares também podes sair.
Quem diz que tens que ficar nos autocarros quando não é o desejo do teu coração ficar?